Postado em textos em 22/06/2011 por marco a. cruz

Desconstruindo minha edificações,
Refazendo planos e revisando sentimentos.
Garimpando pedras opacas para contrastar com estrelas
que iluminam superfícies deste concreto com fendas.
há menos de um minuto mais uma pedra acaba de ser lapidada!

Imagens de Fidelidade

Postado em textos em 31/05/2011 por marco a. cruz
Hoje tudo voltou a ser como de costume.
Recuperei meu cotidiano e livrei-me de uma enorme encrenca com meu cérebro.
Hoje o dia estava normal.
Nada parecia estar fora do lugar, e minha vontade de viver uma nova paixão foi tímida e pueril.
Mas, logo depois do almoço, fui devorado por uma sensação desconhecida, uma fraqueza, um medo de não ser quem penso ser.
Tornou-se desconfortante tal pensamento.
Meus pés não eram capazes de reconhecer este solo que muitas vezes já o pisaram.
Meus dedos de minhas mãos deixaram de serem ágeis por aproximadamente quase uma eternidade.
Logo, tudo deixou de estar agradável, porque existia uma cortante sensação de deslocamento. Eu não podia aceitar  as horríveis imagens que se formavam atrás de meus olhos, não conseguia esconder o pavor que invadia meu corpo, não tinha para onde fugir nem como me esconder.
A certeza de não ser quem acreditava ser já estava formada. Então  foi preciso matar cada um dos personagens que habitavam  o sub consciente para poder resgatar a atual consciência.
Mas que consciência é essa que me obriga a fender meus sonhos?
Deus, eu imploro uma justificativa menos dolorida! 
E o dia ainda era o mesmo, olhei em minha volta e tudo continuava igual. Então por que eu , somente eu teria que mudar?
Agora a madrugada se aproxima e a Solidão, fiel companheira, pede-me para deixa-la partir.
Abro a porta e lhe ofereço um último abraço.
Começo acreditar que fidelidade não existe, que mais inventado que a imagem de quem se imagina é a própria fidelidade…
 

                                                                                                                …Continua

 
 
 

Postado em textos em 30/05/2011 por marco a. cruz

Sentimentos de culpa, sentimentos de amor, sentido de dor
A alma não sente , mas o corpo é que sofre, sentimentos vagos
Lembranças! Nada além de memórias cortadas.
Sobre estes ombros , trazes a personificação do negativismo.
Que terrível recordação!

La bella sera (filastrocca)

Postado em textos em 29/05/2011 por marco a. cruz

Non c’ è niente da fare dopo pranzare!

Io non ho una bella ragazza per baciare.

Che ne dice bere qualcosa senza pensare?

Puoi parlare di piu…Io te ascolterò

In questa bella sera,

cosa voglio fare?

Non lo so!

Mà c’ è qualcosa da guardare

Penso un pò e mi ricordo di quella donna che sembra un cucciolo di cagna senza disciplina.

Mà che colaboratrice sociale!

Sono stanco, allora vado dormire senza cenare.

Senza Fretta (uma pequena homenagem para uma pessoa muito especial)

Postado em textos em 29/05/2011 por marco a. cruz

Quando tu sei  vicino a me sento che tutto ferma nel mio mondo

Senza fretta te voglio insieme a me perchè so come il tempo è bello accanto a te

Senza fretta voglio sentire il tuo cuore stancarsi di felicità

L’abitudine d’amarti me fa un bene smisurato

Non c’ è niente d’impossibile, quando vedo il tuo sorriso, il cielo sembra il paradiso

Senta fretta voglio sentire la tua bocca muoversi con piacere

Senza fretta ho voluto il tuo corpo sotto la luce delle stelle

Quando la notte arriva mi ricordo del tuo profumo

la delicatezza che hanno le tue mani

e i tuoi cappeli soavi come l’aura di questa notte

Nel tuo sguardo dolce e lontano

Io mi sciolgo in piacere

Mentre la mattina non arriva io guardo il tuo corpo  adagio

Lo so che senza fretta tu hai dovuto dimenticarmi dentro di te perche non c’ è piu quella voglia che tu hai avuto di me

Senza fretta io sono dovuto arrivare fino di te per lasciare la voglia da vivere il sogno senza reàlta

Mà, senza fretta voglio ricordarti accanto a me quando arrivano le notti senza di te

Postado em textos em 29/05/2011 por marco a. cruz

 

nada faz sentido;

nem o toque, nem o cheiro…o sabor já não é mais o mesmo.

Sinto que o mundo me engole  enquanto eu passeio por seus prostíbulos.

nada faz sentido;

queria estar perto da distância…dentro daquilo que está fora, tocar o vazio com as mão e trazer o nada para fora do tempo.

sensação estranha essa!

De repente retorno ao lugar onde cresci e deparo-me com a morte da pureza.

Percebo que o tempo que passamos juntos nunca existiu além dos meus muros.

Percebo que tudo que fizemos, nunca foi para estarmos juntos.

Você cresceu, envelheceu e perdeu o brilho.

Eu parei, sentei e esqueci como se faz para chorar sozinho.

E aquilo que nos foi prometido se perdeu num tempo há muito tempo perdido.

mas, nada faz sentido.

 

Postado em textos em 05/10/2010 por marco a. cruz
Aos poucos  a metamorfose será concluída,
então esta dor que passei  em passos curtos dentro do âmago
tornar-se-a vitória de grande valia.

Com o Coração diante da morte

Postado em textos em 05/10/2010 por marco a. cruz
Este chão sob meus pés, não será o mesmo sobre meu corpo!
Meus olhos já não enxergam a beleza desta paisagem que meus dedos tocaram.
A vida agora parece ser insignificante, resumida em cortados gestos sem sentimentos, mas às vezes a consciência transpira algo de vida dentro deste corpo sem ânimo.
A vontade de compreender ,o hábito de prolongar-se, a necessidade de interromper as medidas…nada disso faz sentido! E deixo que me levem num sopro venenoso da maldizeres.
 
Olho o mundo e meu mundo é constituído de vontades bolhas!
Assim faço  uma indagação qualquer:
” Que direito tem a vida a deixar-se sem vida?”
 
Quer entender porque os desejos camuflados resistem ao tempo e a vontade…que sensação estranha é esta?
 
Tento organizar-me em pensamentos. Já que a vida exige disciplina e obediência, quero estar em dia com minha carência.
Mas fracasso!
 
Agora vou experimentar a essência do despertar em dias incompletos de cognição.
Este chão sobre meu corpo nunca esteve sob meus olhos…

Postado em textos em 10/08/2010 por marco a. cruz


tictactictac,
 o tempo é tão irreal olhando daqui, neste conforto, mas ainda quero parar isto…
tictactictactictac
 

 

À você

Postado em textos em 10/08/2010 por marco a. cruz

Vou fingir compreender, abrindo as cortinas todas as manhãs e olhar para você com o sorriso plastificado, que sempre gostou de receber.

Caminhar em sua direção com braços abertos, querendo a aproximação dos  corpos, disfarçando a carência que sente por outras mãos.

À você entregarei minhas repugnâncias, para absolver este fingimento que alimenta a cada gesto jogado. Lentamente envelhecer as vontades e padecer neste leito voluptuoso até que acabem todos os disfarces.

Só assim, poderei despir-me por completo e entregar a alma àquela que me espera d’ outro lado do espelho.

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