Com o Coração diante da morte
Este chão sob meus pés, não será o mesmo sobre meu corpo!
Meus olhos já não enxergam a beleza desta paisagem que meus dedos tocaram.
A vida agora parece ser insignificante, resumida em cortados gestos sem sentimentos, mas às vezes a consciência transpira algo de vida dentro deste corpo sem ânimo.
A vontade de compreender ,o hábito de prolongar-se, a necessidade de interromper as medidas…nada disso faz sentido! E deixo que me levem num sopro venenoso da maldizeres.
Olho o mundo e meu mundo é constituído de vontades bolhas!
Assim faço uma indagação qualquer:
” Que direito tem a vida a deixar-se sem vida?”
Quer entender porque os desejos camuflados resistem ao tempo e a vontade…que sensação estranha é esta?
Tento organizar-me em pensamentos. Já que a vida exige disciplina e obediência, quero estar em dia com minha carência.
Mas fracasso!
Agora vou experimentar a essência do despertar em dias incompletos de cognição.
Este chão sobre meu corpo nunca esteve sob meus olhos…