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Abstrato
Postado em 1, textos em 21/10/2009 por marco a. cruz
Afoga-se em ondas de desespero. E é levado por fortes correntezas de descontentamento, que intensamente o fazem afundar em seu âmago a necessidade do resgate. Projeta-se para um universo sem proteções e vive a protagonizar cenas de desequilibrio.
Tem medo da negação, medo do fracasso, medo das responsabilidades! Abstraido em um obscuro mundo que imaginou para sua segurança, seu secreto paraíso, único lugar onde pode ficar alheio do mundo!
De repente está se sentindo esgotado, triste com o que o espelho lhe mostra!
Mas, por ineficácia, fica aguardando novas ondas de desespero para limpar esta imagem de derrotado e desprotegido que tenta a todo custo arrancar de si.
Pobre alma, que erra ao tentar questionar-se;se somente aceitar suas limitações, nada terá para sofrer.
Afinal, qual é sua real carência?
(eterno escravo do livre pensamento)
A dor não parece ser tão letal…tão intensa como se imagina!
Postado em 1, textos em 21/10/2009 por marco a. cruz
Passeando por construções da memória, deparo-me com uma estranha escultura… Sorrisos plastificados e pares de olhos suspensos em gaiolas!
Os Dias
Postado em 1, textos em 14/10/2009 por marco a. cruzA alma sossegada vagueia distraida, busca sombras e se ascenta sob qualquer faia. Sobe e desce colinas e obtem no percurso da vida perspectivas variáveis …
A alma perturbada não descança, não regozija sua vida! Acredita estar preso em sombras de fracassos e somente acentua-se em sua faina. Dia após dia, acredita que existe uma só perspectiva: A perspectiva da ida.
Mas os dias…ah! Os dias…
Dias de sombras…!
Dias de alegrias!
Os dias oferecem o instante de sentir. Mesmo que seja apenas na perspectiva da vinda