Com o Coração diante da morte

Postado em textos em 05/10/2010 por marco a. cruz
Este chão sob meus pés, não será o mesmo sobre meu corpo!
Meus olhos já não enxergam a beleza desta paisagem que meus dedos tocaram.
A vida agora parece ser insignificante, resumida em cortados gestos sem sentimentos, mas às vezes a consciência transpira algo de vida dentro deste corpo sem ânimo.
A vontade de compreender ,o hábito de prolongar-se, a necessidade de interromper as medidas…nada disso faz sentido! E deixo que me levem num sopro venenoso da maldizeres.
 
Olho o mundo e meu mundo é constituído de vontades bolhas!
Assim faço  uma indagação qualquer:
” Que direito tem a vida a deixar-se sem vida?”
 
Quer entender porque os desejos camuflados resistem ao tempo e a vontade…que sensação estranha é esta?
 
Tento organizar-me em pensamentos. Já que a vida exige disciplina e obediência, quero estar em dia com minha carência.
Mas fracasso!
 
Agora vou experimentar a essência do despertar em dias incompletos de cognição.
Este chão sobre meu corpo nunca esteve sob meus olhos…

Postado em textos em 10/08/2010 por marco a. cruz


tictactictac,
 o tempo é tão irreal olhando daqui, neste conforto, mas ainda quero parar isto…
tictactictactictac
 

 

À você

Postado em textos em 10/08/2010 por marco a. cruz

Vou fingir compreender, abrindo as cortinas todas as manhãs e olhar para você com o sorriso plastificado, que sempre gostou de receber.

Caminhar em sua direção com braços abertos, querendo a aproximação dos  corpos, disfarçando a carência que sente por outras mãos.

À você entregarei minhas repugnâncias, para absolver este fingimento que alimenta a cada gesto jogado. Lentamente envelhecer as vontades e padecer neste leito voluptuoso até que acabem todos os disfarces.

Só assim, poderei despir-me por completo e entregar a alma àquela que me espera d’ outro lado do espelho.

Post anterior

Postado em textos em 25/07/2010 por marco a. cruz

dias de insuficientes medidas para se viver, dias de tristezas profundas, dias de alegrias instantâneas…um leve toque seu e a sutileza do amor direciona-me ao mais alto ponto da vida!

assim, vivo de sonhos e ilusões, quero não deixar de acreditar que a partida dos sentimentos pode ser adiada, de acordo com as mudanças dos bons ventos…sim, quero criar frases sem sentido, quero mostrar que não é preciso ter uma razão…apenas quero dizer o quanto estou feliz por você existir e estar aqui e agora.

quero sim, seguir de mãos dadas com a sorte, por estes caminhos que seu sorriso me indica…acordar pela madrugada e sentir sua respiração,  ofegante em defesa de um mundo somente a ti coincidente.

admirável nova sensação! por favor, não me deixa esquecer a vida.

quero…ah, como eu quero! ter de ti apenas o suficiente para não temer a solidão que percorre estes vários vasos em meu coração

 

Lapidações

Postado em textos em 22/06/2010 por marco a. cruz
Toda origem tem uma inexistência. Mas que inexistência é essa que preenche lacunas, que modifica estruturas?
Se por algum momento duvidar disto, basta fechar os olhos e tentar pensar em nada, verá de quantos ‘nadas’ um sentimento é formado. E por falar em sentimentos, o que será que devemos fazer daqueles sentimentos que nos acompanham, digamos, durante decádas?
Eu, se sonho acordado, consigo manter um contato menos superficial com a realidade, de mais a mais, não tenho muito a que me apegar, pois já me esqueci, ou não quero lembrar o que é estar conectado com a pseudo-superioridade.
 Alguns sentimentos parecem extintos, mas apenas hibernam. E a coisa mais verdadeira que posso sentir é a vasta presença do vazio, isto  não é nada agradável, dirão alguns, mas não é menos insuportável que acreditar na permanente existência da satisfação. Não quero fazer apologias à tristezas e solidão, quero explicar como é bom conviver com a própria  insatisfação. É impressionante como um corpo pode hospedar a imensidão!
Podemos tentar não ultrapassar a linha da euforia, apenas comportarmo-nos de acordo com o que esperam! E qual é a graça, o grande barato de se fazer o que é  exigido? Para mim, nenhum. Eu até me enojo, me canso definitivamente…perco o tesão!
Então eu fujo para um lugar  que adoro estar quando nada me agrada, que agora irei revelar à vocês, mas não se animem, pois chegar lá é tão fácil quanto chegar a si próprio, quando realmente não pode: A bifurcação junto a introspecção perante decisões que não serão tomadas agora.
Sabem onde fica? Pois é! E é lá que faço minhas lapidações, onde posso transformar a inexistência em origem.

Ao o que me reveste

Postado em textos em 02/06/2010 por marco a. cruz

 

A pele que goza, tambêm chora quando cria,
Repele tristezas, finge em busca de alegrias…
Aquece tanto quanto esfria!
Apele, repele graciosa pele!
A pele que sofre, tambêm busca autonômia,
em sutis camadas…
 escamas que dissolvem a fragilidade,
frágil pele com vida!
Apele, repele graciosa camada, que ainda é vida viva!

Um instante!

Postado em textos em 01/06/2010 por marco a. cruz

-O que não servir para os sentidos, será válido à experiência! Pois se os encantos não te comovem, que será  da realidade!?

Existe prazer na organização dos desejos? Transtornos podem ser transferidos em textos, mas  encontrar defeitos nos cegos desejos…Apontai-vos!

  Um instante, um desejo distante e as palavras são adocicadas quando sussurradas por olhos carregados de paixão.

No breve momento, animaliza, hostiliza a ingratidão, mas na luz do dia, demonstra um inabalável contentamento…inverso aos versos do contente feito.

Talvez a maior vitória seja a menor distinção entre sabedoria e esquecimento!

O cásulo está próximo a seguinte mutação, ainda que a definição do tudo esteja inferior à existência do nada e ainda que esta alma siga com os olhos cheios de memórias lavradas, apesar das regras e formulas…há um bocado delas!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.